domingo, 22 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A construção do conhecimento


Como o conhecimento é construído por cada indivíduo. Alguns registros nos levam as ideias empíricas, segundo estas, o conhecimento vem de fora, aprende-se através dos sentidos. Ou então ao inatismo segundo os filósofos que defendem essa teoria, o conhecimento é pré- formulado, na medida em que o ser humano amadurece, vai reorganizando sua inteligência e se tornando apto a realizar aprendizagens cada vez mais complexas. 
Os estudiosos behavioristas acreditavam que só era possível explicar as organizações complexas identificando os elementos mais simples e suas associações.  A aprendizagem acontecia pelo acúmulo de respostas simples, ou seja, se concretizava quando o indivíduo se condicionasse a dar sempre a mesma resposta, ao mesmo estímulo. Devido a isso no processo de alfabetização nas antigas cartilhas as primeiras lições eram feitas com palavras simples (pato) só depois que o aluno aprendesse essas é que estariam preparados para aprender as complexas (prato).
Opondo-se ao pensamento behaviorista surge a corrente estruturalista da qual fazem parte a Teoria de Campo Gestalt,  Epistemologia Genética de Piaget, interacionista de Vygotsky. Segundo essa corrente um fenômeno não pode ser explicado, pelo estudo isolado das partes que o constituem. Nesse sentido é fundamental a relação entre o elemento, e o contexto em que está inserido. Para a Gestalt a estrutura básica do ato de aprender é a percepção, se percebe objetos, ideias e relações.
Hoje no Brasil, o processo ensino aprendizagem esta fundamentado nas teorias sócio interacionista de Piaget e Vygotsky. Segundo Piaget o sujeito é o autor na construção do conhecimento, e a aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento. Para Vygotsky a aprendizagem se dá na interação social, ou seja, aprende-se com o outro, portanto a presença de um professor ou de alguém mais experiente é fundamental no processo ensino aprendizagem.
É nesta visão de relação sujeito objeto e construção coletiva do conhecimento que as tecnologias integram a construção do conhecimento, nessa nova realidade social. Almeja-se construir redes coletivas de conhecimentos, onde professores e alunos possam aprender juntos, como diz Moran “podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on-line e off-line, juntos e separados.” Assim quem tem dificuldade, pode aprender com quem sabe mais, professores e alunos juntos, em uma mesma lista de discussão, convivendo, cooperando e participando coletivamente, construindo a sociedade da informação e do conhecimento. Há um longo caminho até que todos, professores e alunos tenham acesso às tecnologias, e isso implica não apenas em colocar máquinas nas escolas.
As tecnologias não resolvem os problemas da educação, elas exigem educadores competentes, maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, que saibam motivar e dialogar. As tecnologias podem mudar as formas de exercer as competências, mas não podem transformar um “mau” professor num “bom” professor. Saiba mais lendo o texto do professor Moran.http://www.eca.usp.br/prof/moran/positivo.pdf