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segunda-feira, 2 de julho de 2012

A construção do conhecimento


Como o conhecimento é construído por cada indivíduo. Alguns registros nos levam as ideias empíricas, segundo estas, o conhecimento vem de fora, aprende-se através dos sentidos. Ou então ao inatismo segundo os filósofos que defendem essa teoria, o conhecimento é pré- formulado, na medida em que o ser humano amadurece, vai reorganizando sua inteligência e se tornando apto a realizar aprendizagens cada vez mais complexas. 
Os estudiosos behavioristas acreditavam que só era possível explicar as organizações complexas identificando os elementos mais simples e suas associações.  A aprendizagem acontecia pelo acúmulo de respostas simples, ou seja, se concretizava quando o indivíduo se condicionasse a dar sempre a mesma resposta, ao mesmo estímulo. Devido a isso no processo de alfabetização nas antigas cartilhas as primeiras lições eram feitas com palavras simples (pato) só depois que o aluno aprendesse essas é que estariam preparados para aprender as complexas (prato).
Opondo-se ao pensamento behaviorista surge a corrente estruturalista da qual fazem parte a Teoria de Campo Gestalt,  Epistemologia Genética de Piaget, interacionista de Vygotsky. Segundo essa corrente um fenômeno não pode ser explicado, pelo estudo isolado das partes que o constituem. Nesse sentido é fundamental a relação entre o elemento, e o contexto em que está inserido. Para a Gestalt a estrutura básica do ato de aprender é a percepção, se percebe objetos, ideias e relações.
Hoje no Brasil, o processo ensino aprendizagem esta fundamentado nas teorias sócio interacionista de Piaget e Vygotsky. Segundo Piaget o sujeito é o autor na construção do conhecimento, e a aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento. Para Vygotsky a aprendizagem se dá na interação social, ou seja, aprende-se com o outro, portanto a presença de um professor ou de alguém mais experiente é fundamental no processo ensino aprendizagem.
É nesta visão de relação sujeito objeto e construção coletiva do conhecimento que as tecnologias integram a construção do conhecimento, nessa nova realidade social. Almeja-se construir redes coletivas de conhecimentos, onde professores e alunos possam aprender juntos, como diz Moran “podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on-line e off-line, juntos e separados.” Assim quem tem dificuldade, pode aprender com quem sabe mais, professores e alunos juntos, em uma mesma lista de discussão, convivendo, cooperando e participando coletivamente, construindo a sociedade da informação e do conhecimento. Há um longo caminho até que todos, professores e alunos tenham acesso às tecnologias, e isso implica não apenas em colocar máquinas nas escolas.
As tecnologias não resolvem os problemas da educação, elas exigem educadores competentes, maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, que saibam motivar e dialogar. As tecnologias podem mudar as formas de exercer as competências, mas não podem transformar um “mau” professor num “bom” professor. Saiba mais lendo o texto do professor Moran.http://www.eca.usp.br/prof/moran/positivo.pdf 

domingo, 17 de julho de 2011

Novas tecnologias novas formas de ensinar e aprender

A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares, uma maneira de as forças armadas norte-americanas manterem as comunicações em caso de os inimigos destruíssem os meios convencionais de telecomunicação.  Nas décadas de setenta e oitenta  além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam idéias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial. Porém só em 1990 a Internet começou a alcançar a população em geral.

A web um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na internet surge em 1991 na Suíça. A partir de então a evolução passou a ser muito mais rápida, em  20 anos a internet e com ela o ambiente em rede a longa distância surgiu como uma nova ferramenta de comunicação acessível a usuários domésticos e empresariais. Deixando de ser usada por poucos pesquisadores enclausurados, para atingir mais de um bilhão de usuários.

A história da criação e do desenvolvimento da internet é a historia de uma aventura humana extraordinária. Que reforça a idéia de que a cooperação e a liberdade de informação podem ser mais favoráveis à inovação do que a competição e o direito de propriedade. Nessa nova realidade social tornou-se muito mais difícil e complexo ser professor, pois, este precisa saber lidar com a tecnologia, já que tem a missão de preparar os alunos para o mercado de trabalho.  É fundamental que o professor não veja o uso da tecnologia na educação como apenas mais um modismo, a tecnologia é real, não se pode mais pensar em trabalho onde não haja, por menores que sejam inovações tecnológicas.

Essa sociedade necessita de cidadãos que saibam interagir com as novas tecnologias, construir conhecimento em rede de aprendizagem entre professores e alunos onde os mais experientes possam ajudar os que têm mais dificuldades. Nesse sentido a experiência pedagógica do professor é fundamental, conhecedor do significado de construir conhecimento o professor deve se questionar como e quando o uso das novas tecnologias em suas aulas proporciona a construção de novos conhecimentos. Estar na rede não nos faz, essencialmente inovadores ou produtores de conhecimento. Traçar roteiros de pesquisa, indicar sites, questionar as informações pesquisadas, são maneiras de o professor colaborar com os alunos na construção do conhecimento. saiba mais vendo o vídeo no youtube